App de conteúdo
Animar uma comunidade com seu app
Construir uma comunidade em torno do seu app o torna mais valioso e faz seus usuários voltarem. O mecanismo é simples: uma vez que o usuário está logado, você aprende mais sobre ele, e assim atende melhor às necessidades dele.
No download, os usuários muitas vezes preenchem um primeiro formulário de dados pessoais. É um primeiro compromisso com a marca. Um espaço de comunidade transforma esse compromisso pontual em uso duradouro.
Tudo repousa sobre uma funcionalidade de base, a autenticação dos usuários, na qual se encaixam depois a lista de usuários, os grupos e o chat.
Capítulo 1A autenticação dos usuários
Para que ela serve
Ela cria um módulo de login, que você torna obrigatório ou não na entrada do app.
Poder fechar todo o app ou parte dele é decisivo para muitos criadores: é o que permite reservar conteúdos e funcionalidades aos membros. Além de proteger o conteúdo, fechar o app incentiva seus usuários a criar um perfil, e assim conta mais sobre sua audiência.
O app interno da Dali Corp, destinado aos funcionários, é inteiramente fechado a quem não tem credenciais.
Duas configurações se combinam livremente:
- você fecha todo o app, ou apenas uma parte
- você deixa todos os seus usuários criarem um perfil, ou desativa essa opção e admite apenas pessoas escolhidas, cujos perfis você cria à mão no back office antes de enviar as credenciais
É essa flexibilidade que torna a funcionalidade universal: a mesma ferramenta serve a um app público que quer conhecer seus leitores e a um app de empresa estritamente fechado.
Guarde sobretudo que a autenticação é a funcionalidade mãe de muitas outras: as funcionalidades de fidelidade dependem dela, assim como todas as funcionalidades de comunidade que vêm a seguir.
Uma bifurcação a conhecer antes de começar. Este guia descreve o fluxo de autenticação padrão, o que abre contas, grupos, direitos por seção, chat e ferramentas de fidelidade. Existe um segundo, reservado aos apps que vendem o acesso ao seu conteúdo por uma assinatura integrada, e ele concede apenas um acesso binário: assinante, ou não assinante.
Os dois fluxos são mutuamente exclusivos. Um app usa um ou o outro, nunca os dois. Se vender assinaturas faz parte do seu projeto, resolva isso antes de construir sua comunidade, porque passar de um fluxo ao outro desfaz o que você montou. O back office avisa explicitamente no momento da troca. O tema é tratado em "Ganhar dinheiro com seu app de conteúdo".
Um detalhe tranquilizador na hora de decidir: se você trocar, migramos as contas criadas com um endereço de e-mail, então sua lista de usuários cadastrados acompanha você. Só as contas abertas por uma rede social não migram.

Como configurar
Adicionar a extensão Authentication cria um novo menu Community no seu back office. As configurações em si ficam em Settings › Registration process.
Ela também acrescenta duas seções ao seu app: a seção de login, que o back office chama de Log box e que fica no topo da sua estrutura, e o User profile, o espaço pessoal de cada usuário cadastrado. Este último você torna acessível por um link na tela inicial, uma entrada de menu ou um botão de cabeçalho.
Ali você decide se permite a criação de conta pelo app, se permite o acesso sem login, e edita a mensagem exibida aos visitantes que não têm perfil.
Uma opção dessa mesma tela merece ser conhecida antes de abrir os cadastros: Force email validation at registration (double opt-in). Ativada, ela só abre a conta depois que o link de confirmação for clicado. É uma etapa a mais, e vai custar alguns cadastros pelo caminho. Em troca, sua lista de usuários não se enche de endereços digitados errado ou emprestados, e cada conta corresponde a alguém que realmente recebeu sua mensagem. Em um app onde a conta dá acesso a conteúdo reservado, essa é a configuração certa.
A aba User profile permite autorizar as fotos de perfil, os links para as redes sociais, e a gestão das notificações push por usuário. Essa última opção merece atenção: seus usuários podem então percorrer o histórico das notificações que receberam e escolher a quais fluxos se inscrevem.
É aqui também que você configura os campos do perfil. Você pode acrescentar vários tipos de campo extra, obrigatórios no cadastro ou não.
As conexões externas poupam seus visitantes de criar mais uma senha. São três, e cada uma tem sua tela: Settings › Connection with Facebook, Settings › Connection with X e Settings › Sign in with Apple.
Duas coisas a saber antes de ativá-las. Nenhuma delas se conecta marcando uma caixa: cada uma exige uma conta de desenvolvedor no serviço em questão, e um procedimento de declaração do app que o back office detalha passo a passo. Reserve tempo para isso, e sobretudo não as ative na véspera de um lançamento.
E elas não substituem a criação de conta por e-mail, que continua sendo a base. É ela que permite recuperar sua lista caso um dia você mude de sistema de autenticação: como dito acima, as contas abertas por uma rede social não migram.
Community › Public/Private gerencia o acesso às seções. Você fecha todo o app ou apenas certas seções, em um clique.




Capítulo 2A lista de usuários
Uma vez adicionada a autenticação, você ganha Community › User list, de onde gerencia todos os seus usuários cadastrados.
A lista mostra os principais dados deles e filtra pelos cadastros mais recentes ou pelos logins mais recentes. Você pode exportar os dados em .csv, adicionar um usuário à mão, ou excluir vários usando as caixas de seleção no fim de cada linha.
Clicar em um usuário abre o perfil dele em detalhe, que você pode editar. Ali estão os campos padrão junto com os que você configurou.
A importação em massa é feita em Community › User list, pelo link Import no alto da lista, a partir de um arquivo .csv.
Duas colunas são obrigatórias e abrem o arquivo: o email, que funciona como identificador, e a password, em texto simples. As colunas seguintes completam o perfil. Uma importação carrega até 10.000 usuários, e um e-mail avisa quando o processamento termina.
Uma dica prática: comece fazendo uma exportação. Ela dá uma planilha já no formato certo, que você só precisa preencher com seus novos usuários, acrescentando a coluna de senha. O caminho seguro é colocar a mesma senha neutra para todo mundo, e depois pedir aos seus usuários que a redefinam no primeiro login.


Capítulo 3Os grupos de usuários
A extensão User Groups mostra seu valor se você pretende restringir partes do seu conteúdo. Ela permite criar grupos e reservar seções do app a um ou vários deles. Como toda extensão dessa família, ela exige a extensão Authentication, e sua página mostra o preço que se aplica ao seu app.
Um usuário pode não pertencer a nenhum grupo, a um grupo ou a vários. Se não estiver em nenhum, ele entra automaticamente no grupo Default. Os grupos são gerenciados em Community › User list, aba Groups.
Você cria quantos quiser. Na Dali Corp eles correspondem aos departamentos da empresa: cada funcionário alcança o conteúdo destinado à sua equipe e tem um espaço de comunicação privado dentro do app.
Os grupos também servem para segmentar as notificações push, o que muda bastante a qualidade da sua comunicação: você deixa de enviar a todos o que diz respeito a apenas alguns.
O mecanismo vai bem além do cenário de empresa, até uma escola ou um app editorial que queira segmentar melhor seus leitores.

Capítulo 4O chat
O chat também é uma extensão, adicionada na loja de extensões, e exige a extensão Authentication assim como os grupos. Sua página mostra o preço que se aplica ao seu app.
O chat aproxima antes de tudo seus usuários entre si, o que serve a um app de vocação social. Mas sobretudo ele cria um espaço para trocar e debater, e melhora a comunicação interna de uma empresa ao permitir que os funcionários se contatem.
O diretório de membros é uma seção à parte, trazida por outra extensão da mesma família. Seus usuários cadastrados percorrem ali os perfis públicos dos outros membros e os contatam a partir do cartão deles, e uma visualização em mapa permite localizar quem está por perto. É essa seção, e não o chat, que torna sua comunidade visível dentro do app.
Dois limites a conhecer antes de colocá-lo no ar: é um chat de um para um, e só texto pode ser trocado.
O chat é central para construir uma comunidade de verdade. Apps de empresa e apps puramente comunitários se beneficiam dele em primeiro lugar, mas pense também em adaptá-lo a outros usos, para atender um serviço de atendimento ao cliente ou para dar mais vida a um app de evento.

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