Estratégia de precificação para agências

Escrito por Terça-feira 26 Abril 2016

Estratégia de precificação para agências
Depois de ter decidido mergulhar no negócio de venda de aplicativos, é hora de considerar a principal ponto para esta nova empreitada: o Capital , tanto a entrada quanto a saída. Hoje vamos nos concentrar na primeira questão, e levantar alguns pontos que você deve considerar quando implementar a sua estratégia de preços.
  
Na maioria das vezes, a primeira coisa que seu potencial cliente irá perguntar ao tomar conhecimento sobre os seus serviços é o custo. Existem várias maneiras que você pode escolher para cobrar por seus serviços de aplicativos.

Modelo de assinatura

Para os clientes o modelo de assinatura oferece diversos benefícios, primeiro não existe um valor inicial assustador e não há nenhum compromisso no caso eles não estarem satisfeitos. É uma aposta muito mais segura para alguém que não esteja completamente seguro na idéia de investir em um aplicativo.

O resultado para você pode variar. Se o cliente adere e se fideliza ao serviço, pelo menos até o ponto de break-even do seu investimento, o preço baseado em assinatura tende a ser mais rentável no longo prazo do que se cobrado uma taxa única. No entanto, se os clientes ficam por um prazo muito curto podem lhe causar prejuízo; aqueles que abandonam a assinatura depois de apenas alguns meses não irão contribuir para a sua renda, muito menos fazer você lucrar, então realizar uma estimativa sobre a duração média do período de vida dos clientes pode ser uma grande ajuda quando se considera o modelo de preço de assinatura.

Para evitar o cenário do cliente de curta duração, considere oferecer assinaturas com desconto mas que durem por um longo período de tempo, como uma assinatura de seis meses, que inclua um mês grátis, ou um valor mensal mais barato para pagamentos auto-renováveis. O seu cliente vai ficar contente em conseguir reduzir os custos e ao mesmo tempo você irá garantir uma renda mais estável.

Taxa única

Aqui estamos falando sobre a cobrança de um valor padrão para os apps que você criar, sem a reincidência de cobranças como no modelo de assinaturas. Dar ao cliente a opção de "comprar e possuir" o app é o modo tradicional que os desenvolvedores trabalham, mas esta situação fica um pouco mais complicada se você estiver usando um construtor de aplicativos. Se um dia você decidir parar de usar o seu construtor de aplicativo, de acordo com seu contrato de venda, seu cliente provavelmente ainda tem os direitos sobre este aplicativo, então você deverá encontrar uma maneira de realizar esta transferência para ele. Você sempre pode ser transparente sobre o uso de um construtor de apps, assim fica mais fácil de chegar em algum acordo sobre a manutenção ou transferência do app para outra conta ou construtor de aplicativos, caso seja necessário.
  
Muitas agências web costumavam dizer aos seus clientes que eles estavam criando os sites a partir do zero, quando na realidade estavam usando WordPress. As coisas estão começando a mudar, uma vez que as agências estão percebendo que não há problemas em ser transparente sobre o fato de que estão usando uma tecnologia amplamente estabelecida e aceita, e o valor adicional que o cliente paga é referente a criatividade e o trabalho dedicado. Tenha isso em mente caso você venha a transferir a "propriedade" do app para o seu cliente quando você cobra uma taxa única pela criação.

Valor agregado

Outra opção é cobrar os clientes (tanto em taxa única quanto assinatura) com base nas características e manutenção que são necessárias para determinado aplicativo. Por exemplo, cobrar pelo número de notificações push, pela quantidade de seções, pelas funcionalidades personalizadas que tomam mais tempo para serem desenvolvidas, etc. Nem todos os aplicativos são criados igualmente e você merece uma recompensa maior para aqueles que são mais complexos do que outros. Os clientes que solicitam aplicativos mais básicos também irão apreciar pagarem apenas por aquilo que eles necessitam.

Todo mundo precisa da mesma coisa?

Em algum momento você, inevitavelmente, terá um cliente que deseja negociar os valores pagos. Por isso, é bom ter um plano para suas negociações, determinando exatamente suas ações de desconto, quem pode receber e até onde você pode conceder. Os candidatos comuns para descontos geralmente incluem organizações sem fins lucrativos, instituições de ensino, e startups, pois muitas vezes sem uma oferta especial eles não serão capazes de usar os seus serviços. É mais vantajoso ter uma renda menor do que nenhuma, então é importante, para estes casos, ter uma estratégia de preço diferenciada para que você não acabe perdendo diferentes oportunidades de negócios.

Se você não tem certeza por onde começar com sua estratégia de precificação, considere o seguinte ponto: o preço deve cobrir pelo menos o custo da tecnologia em si (em outras palavras, o custo da sua assinatura). Depois disso, o resto do preço deve refletir o valor do seu trabalho, bem como o valor agregado que este produto tem no mercado. Dependendo do que seus concorrentes locais estão cobrando, e o que você pode ou não pode oferecer em relação a eles, uma aposta segura é começar cobrando valores que estejam na média do mercado.

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